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Gian Shimada Brotto

About

Nascido em SP. Vive em Niterói e trabalha no RJ.
Formação em Gravura/Belas Artes na UFR, destacando professores Lygia Pape, Adir Botelho, Edson Motta, Celeida Tostes.
Trabalha com desenho, fotografia, gravura tradicional e técnicas mistas/alternativas e ainda em instalação.
Coordenou cursos no Brasil e no exterior como:
Oficina de gráfica contemporânea durante Residência Artística na Cidade das Artes da E.S.B.A. Dr. Figueroa Alcorta em Córdoba/Argentina,
Oficina Livre de Gravura SESC Tijuca e na Oficina de Gravura MAM/RJ;
Professor Substituto no Curso de Gravura da Escola de Belas Artes da UFRJ;
Exposições
10 ao Cubo, Hiato Galeria, Juiz de Fora/MG. Mostra Internacional de Gravura Rio/Córdoba CCBA/RJ e Museu E. Carrafa/ CBA/Arg.; Quem viver verão. Sérgio Gonçalves Galeria/RJ
Transgressões, Galeria Hrocha ;
Gravura em Curso, Galeria de Arte UFF/RJ 6ª International Printmaking Biennial D’Ouro/Portugal
Iª Menção Honrosa do Júri, na IV Rokycanské Bienále Grafiky/ República Tcheca
Múltiplartemúltipla, Espaço Cultural TCE/RJ
Novíssimos 99 na Galeria IBEU/RJ;
Niterói Arte Hoje – MAC Niterói/RJ
Mostra Rio Gravura – Centro de Artes Calouste Gulbenkian/RJ
Artistas Nipo-Brasileiros – 20 Anos da Imigração – Museu do Ingá, Niterói/RJ
Litografia 200 Anos – Coletiva no SESC Copacabana/RJ
Impressor a artistas
Litografia em quatro cores para Katie Von Sherppenberg
Xilogravuras em preto e em cor de matrizes de autoria de Oswaldo Goeldi, pertencentes ao acervo do MAM RJ
Gravuras em metal para Darel Valença
Obras em acervo
Xilogravuras de topo no Museu da Xilogravura, Campos de Jordão/SP
Xilogravuras de topo na coleção da Galerija Graficki Kolektiv – Belgrado/Iugoslávia
Litografia em cor no SESC Copacabana/RJ
Gravuras em Metal no Museu Municipal de Artes Plásticas de Rivera – Uruguai
Gravuras em Metal no Museo del Grabado – Castello dei Paleologi de Acqui Terme – Itália
Gravura em Metal, relevo e Xilogravura no acervo do Sakimi Art Museum, Okinawa/Japan Acervo Latino-Impresa-2011 em Tucumán/Argentina.
Textos críticos
(...) Gian utiliza para suas impressões xilográficas, em grandes formatos, um duplo suporte. Não mais as imaculadas folhas de papel de algodão, específicas para impressões gráficas, mas folhas do Mapa das Artes do Rio de Janeiro e os muros da cidade. Nesse trabalho, o suporte recusa um lugar de invisibilidade para assumir outros planos conceituais evocados pelo mapa e pela cidade. Bidimensionalmente, o mapa colorido que marca o lugar das galerias e instituições artísticas impõe à massa negra da imagem xilográfica um diálogo cromático, que também ironiza o desejo de pertencimento a um circuito ao permanecer colado do lado de “fora” nos muros urbanos.
A geografia do circuito artístico é tencionada por essas colagens que disputam o espaço com outros eventos da cidade, ao mesmo tempo em que instauram e conquistam outros territórios na relação entre arte, cidade, galeria e museu.
Esse fato é reforçado pela utilização da xilogravura nesse trabalho, pois a técnica que evoca a criação dos incunábulos é também a mesma da gravura de cordel, que na tradição brasileira, fala da vida cotidiana e é vendida na rua pendurada como roupa no varal.
Assim, a escolha da xilo reafirma a proposição poética do artista no confronto entre pertencimento e exclusão de circuitos e lugares(...).
Maria Luiza Fatorelli (Malu Fatorelli.
(Trecho texto de apresentação da exposição Coletiva “Cadeira Virada” na Galeria Cândido Portinari na UERJ/DeCult em 2010)
(...) Inserções em Circuitos Mitológicos
Em 1970 Cildo Meireles inaugurou as Inserções em Circuitos Ideológicos com o seu Projeto Coca-Cola que consistia no aproveitamento da embalagem retornável da bebida para lançar dizeres que subvertiam sua ideologia implícita e que novamente circulavam sem qualquer controle de censura prévia em voga naquele período de nossa história. Uma ideia simples que modificou também o modo de ver uma obra de arte. Porém, tal foi sua magnitude que elevou esse projeto a outro patamar dentro da própria História da Arte - o da transcendência.
Esse caráter mítico é explorado por Gian Shimada em sua série Cordel Cultural que incide sobre a própria base do desejo (do artista). Vivemos momentos diferentes daqueles de 40 anos atrás. A democracia da qual podemos usufruir responde hoje por anseios de realização pessoal. Gian nos oferece então, como limite do olhar, o alcance do sucesso que, em seu material de trabalho, recai nos livretos, catálogos, informativos, etc. de peças de divulgação institucionais no circuito das artes visuais. Ele resgata o descarte para neles gravar sua ação restituindo-os agora como objetos artísticos àqueles espaços que servem de palco para mostras de arte.
Seu processo corresponde ao de uma engenharia reversa cuja finalidade é reavivar legados que, por uma razão qualquer, ficaram adormecidos na memória. Formalmente oferece uma estética popular em contraponto ao rigor conceitual na origem de sua confecção e assim, relaxado das questões exigidas na fatura, deixa ao observador um múltiplo universo poético visual.
Osvaldo Carvalho. Artista visual, mestre em poéticas visuais ECA-USP, curador independente. "
(...) se desagregam sob o efeito das intempéries, depois se decompõem e dividem em retalhos (...) símbolo do aniquilamento generalizado da espécie humana. Elas afundam, parecem, por um instante, debater-se, antes de se verem sufocadas pelas camadas superpostas (...)" (Michel Houellebeq "O mapa e o território”. Pg. 398

Specialties

  • Gravura/Impressão/Impressão Colaborativa/Produção Artística…

Skills

  • Coordena e Leciona a Oficina Livre de Gravura-SESC Tijuca.B…
  • Kazuo Iha e Marcos Varela.Pós-graduação-latu sensu-Educação…